Apesar de ter trabalhado até muito tarde ontem, e de consequentemente ter perdido feio a hora hoje, despertando com aquela sensação de que o dia ia ser mais uma loucura, parei tudo e liguei para a Vara da Infância.
A reunião para inscrição no processo de adoção acontecerá no dia 26 de outubro, quarta-feira que vem. O horário torto (14h30) impede que a Camila esteja lá comigo, infelizmente. De qualquer forma, parece que essa reunião é só uma pontinha do iceberg, já que não precisa levar documentação nenhuma ainda.
Bem, semana que vem trago novidades.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
domingo, 16 de outubro de 2011
Urubus da vida moderna
Como a adoção sempre foi um tema presente em nossas vidas, frequentemente lemos e conversamos sobre o assunto. Um blog que acompanhei desde o princípio foi o www.epinion.com.br/adocao, que depois virou o livro "A Aventura da Adoção".
Hoje volto a ler os poucos posts com outros olhos, já me imaginando no lugar deles, que compartilharam todas as experiências, angústias e ansiedades antes de ter o filho tão sonhado no colo. Uma delas já estamos vivenciando, antes mesmo de iniciar o processo: são os amigos e conhecidos urubuzentos. Com certeza vocês já devem conhecer alguém assim. Urubuzentas são aquelas pessoas que, por maldade, ignorância, preconceito ou falta de noção mesmo, opinam sobre a sua vida de forma negativa, prevendo desgraças e problemas que você poderá enfrentar tomando esta ou aquela decisão. É um tal de "dar força contra" que, me desculpem os mais evoluídos espiritualmente, a mim irrita horrores!
Eis que comentávamos felizes sobre nossos planos de adoção em um grupo de amigos, quando escutamos coisas do tipo: "ih mas vocês vão ter muito problema com isso", "aguardem, quando ele chegar na adolescência vai ser só estresse", "conheço casos de pessoas muito boas que se ferraram pq adotaram", etc.
Não preciso reforçar aqui que isso, além de ser extremamente deselegante, é de muito mal gosto. Me ponho a pensar em quanto essa justificativa de "isso vai ser um problema" afasta as pessoas de experiências ricas e gratificantes. Será que essas pessoas imaginam que vida significa o quê? Um mar sem ondas, um campo sem vento? Querem se enviar numa bolha e evitar tudo o que possa desviá-los de uma vida perfeitamente controlável?
Isso sem falar na dificuldade de se comprometer. Andei ouvindo muita história de pessoas que adotam e, depois de meses ou anos devolvem a criança. Como assim devolvem? Se o filho sai da barriga, você não tem a quem devolver, mas se ele vem de um abrigo, basta complicar sua vida e você desiste dele? É como um produto no mercado, como comprar uma geladeira: você compra, acha linda e funciona super bem. Mas quando começa a apresentar defeito, corre pra devolver antes de acabar a garantia... Se acaba a garantia faz o que? Joga no lixo? Imagino que essas são as mesmas pessoas que largam o emprego quando levam um puxão de orelha do chefe, que largam a esposa ou o marido quando conhece as manias chatas, que rompem uma amizade porque não concordam com um ponto de vista do outro, que abandona o cachorro porque ele fez xixi no tapete.
Adoção é uma surpresa, uma expectativa. Assim como a gestação. Ter um filho que nasceu do coração ou da barriga só difere nas características básicas. Você pode dar a luz a um filho que se tornará um adolescente problemático, com ódio do mundo, ou então pode ter cárie, alergia, precisar de óculos, de aparelho nos dentes, ele pode ter dislexia, pode ter uma deficiência de cálcio, nascer surdo, pode perder uma mão, quebrar o pé, pode nascer com síndrome de down, pode ter paralisia infantil, caxumba, gripe, asma, sarampo, pode ser hiperativo, canhoto, tímido, esperto, pode ter dificuldade de aprender matemática, pode sofrer bullying, praticar bullying, pode colocar um sapo na sala do diretor da escola, pode fazer você perder trabalho por causa de uma dor de barriga.
Ele pode ser e fazer tanta coisa que você não imagina! Se você engravida ou entra na fila da adoção, naturalmente sabe que tudo isso é possível, mas a única coisa que você quer é viver a experiência de ter um filho, de ser mãe, de sentir esse amor incondicional e entender qual é a graça de ouvir a mesma música besta 20 mil vezes só para curtir o sorriso do seu bebê. Então já é hora de essa gente acordar desse sonho neurótico de vida cor-de-rosa e se propor uma vida normal. Isto é: com erros, falhas, imperfeições, contratempos, acidentes... Enfim, com "problemas".
Hoje volto a ler os poucos posts com outros olhos, já me imaginando no lugar deles, que compartilharam todas as experiências, angústias e ansiedades antes de ter o filho tão sonhado no colo. Uma delas já estamos vivenciando, antes mesmo de iniciar o processo: são os amigos e conhecidos urubuzentos. Com certeza vocês já devem conhecer alguém assim. Urubuzentas são aquelas pessoas que, por maldade, ignorância, preconceito ou falta de noção mesmo, opinam sobre a sua vida de forma negativa, prevendo desgraças e problemas que você poderá enfrentar tomando esta ou aquela decisão. É um tal de "dar força contra" que, me desculpem os mais evoluídos espiritualmente, a mim irrita horrores!
Eis que comentávamos felizes sobre nossos planos de adoção em um grupo de amigos, quando escutamos coisas do tipo: "ih mas vocês vão ter muito problema com isso", "aguardem, quando ele chegar na adolescência vai ser só estresse", "conheço casos de pessoas muito boas que se ferraram pq adotaram", etc.
Não preciso reforçar aqui que isso, além de ser extremamente deselegante, é de muito mal gosto. Me ponho a pensar em quanto essa justificativa de "isso vai ser um problema" afasta as pessoas de experiências ricas e gratificantes. Será que essas pessoas imaginam que vida significa o quê? Um mar sem ondas, um campo sem vento? Querem se enviar numa bolha e evitar tudo o que possa desviá-los de uma vida perfeitamente controlável?
Isso sem falar na dificuldade de se comprometer. Andei ouvindo muita história de pessoas que adotam e, depois de meses ou anos devolvem a criança. Como assim devolvem? Se o filho sai da barriga, você não tem a quem devolver, mas se ele vem de um abrigo, basta complicar sua vida e você desiste dele? É como um produto no mercado, como comprar uma geladeira: você compra, acha linda e funciona super bem. Mas quando começa a apresentar defeito, corre pra devolver antes de acabar a garantia... Se acaba a garantia faz o que? Joga no lixo? Imagino que essas são as mesmas pessoas que largam o emprego quando levam um puxão de orelha do chefe, que largam a esposa ou o marido quando conhece as manias chatas, que rompem uma amizade porque não concordam com um ponto de vista do outro, que abandona o cachorro porque ele fez xixi no tapete.
Adoção é uma surpresa, uma expectativa. Assim como a gestação. Ter um filho que nasceu do coração ou da barriga só difere nas características básicas. Você pode dar a luz a um filho que se tornará um adolescente problemático, com ódio do mundo, ou então pode ter cárie, alergia, precisar de óculos, de aparelho nos dentes, ele pode ter dislexia, pode ter uma deficiência de cálcio, nascer surdo, pode perder uma mão, quebrar o pé, pode nascer com síndrome de down, pode ter paralisia infantil, caxumba, gripe, asma, sarampo, pode ser hiperativo, canhoto, tímido, esperto, pode ter dificuldade de aprender matemática, pode sofrer bullying, praticar bullying, pode colocar um sapo na sala do diretor da escola, pode fazer você perder trabalho por causa de uma dor de barriga.
Ele pode ser e fazer tanta coisa que você não imagina! Se você engravida ou entra na fila da adoção, naturalmente sabe que tudo isso é possível, mas a única coisa que você quer é viver a experiência de ter um filho, de ser mãe, de sentir esse amor incondicional e entender qual é a graça de ouvir a mesma música besta 20 mil vezes só para curtir o sorriso do seu bebê. Então já é hora de essa gente acordar desse sonho neurótico de vida cor-de-rosa e se propor uma vida normal. Isto é: com erros, falhas, imperfeições, contratempos, acidentes... Enfim, com "problemas".
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Futuros avós
Se tem algo que eu e a Cah temos de sobra nessa loucura toda é o apoio dos futuros avôs e avós. Tem coisa melhor? Se eu voltasse uns 10 anos no tempo jamais imaginaria que hoje estaria casada com uma mulher, assumidíssima, feliz, comprando nossa casa, planejando nossos filhos e, sobretudo, com a torcida dos meus pais e dos meus sogros.
Para contextualizar: minha mãe é católica, devota, quase se tornou freira, participa de grupos da igreja regularmente, demorou muito para aceitar minha sexualidade. No mês passado ela esteve aqui fazendo uma visitinha e entre uma conversa e outra, ocorre o seguinte diálogo:
Ela: As pessoas precisam começar a aceitar que o mundo mudou, que existem novas famílias!
Eu: Pois é mãe.
Ela: Lá no ECC (grupo de casais que se reúnem na igreja) a gente sempre ressalta a importância disso. Hoje em dia as coisas não são mais como antigamente, existem muitos pais separados, solteiros, casais gays... Desde quando que um casal homossexual não é capaz de educar uma criança?
Eu: ....é
Ela: Agora dizem que uma criança "vira" homossexual pq é criada por homossexuais... Onde já se viu? Ninguém VIRA alguma coisa, as pessoas são assim ou assado! E tem mais: uma criança precisa é de amor, de educação, de carinho. É isso que vai fazer ela ser feliz, crescer saudável.
Toda trabalhada na militância.
Mais tarde, ela e a Cah estavam falando sobre os nossos cães e gatos (que são muitos):
Ela: Bom, né... tá na hora de parar de adotar cachorro pra começar a adotar crianças!
Cah: O__O!!
Minha sogra querida também não perde a oportunidade de comentar sobre o quanto ela acha incrível ser avó e "quando é que vocês vão me dar essa alegria?"
Ai ai como essa criança é esperada... =)

Para contextualizar: minha mãe é católica, devota, quase se tornou freira, participa de grupos da igreja regularmente, demorou muito para aceitar minha sexualidade. No mês passado ela esteve aqui fazendo uma visitinha e entre uma conversa e outra, ocorre o seguinte diálogo:
Ela: As pessoas precisam começar a aceitar que o mundo mudou, que existem novas famílias!
Eu: Pois é mãe.
Ela: Lá no ECC (grupo de casais que se reúnem na igreja) a gente sempre ressalta a importância disso. Hoje em dia as coisas não são mais como antigamente, existem muitos pais separados, solteiros, casais gays... Desde quando que um casal homossexual não é capaz de educar uma criança?
Eu: ....é
Ela: Agora dizem que uma criança "vira" homossexual pq é criada por homossexuais... Onde já se viu? Ninguém VIRA alguma coisa, as pessoas são assim ou assado! E tem mais: uma criança precisa é de amor, de educação, de carinho. É isso que vai fazer ela ser feliz, crescer saudável.
Toda trabalhada na militância.
Mais tarde, ela e a Cah estavam falando sobre os nossos cães e gatos (que são muitos):
Ela: Bom, né... tá na hora de parar de adotar cachorro pra começar a adotar crianças!
Cah: O__O!!
Minha sogra querida também não perde a oportunidade de comentar sobre o quanto ela acha incrível ser avó e "quando é que vocês vão me dar essa alegria?"
Ai ai como essa criança é esperada... =)
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Uma nova caminhada
Hoje fui na Vara da Infância. Coisa mais estranha entrar na comarca da minha cidade, aquele edifício imenso com cheiro e cor de burocracia, dezenas de salas para todo o lado e eu entrando em cada uma - "oi! é aqui que consigo informações sobre adoção?" - eu sou do tipo que tá na cara que nunca entra em repartições públicas, nem sei pra que lado seguir e sempre acho que vou ser presa ou levar alguma multa (oi?).
Uma pena foi descobrir que eles fazem uma reunião mensal no final de cada mês. Ou seja, para se inscrever agora só na última quarta-feira de outubro. Em breve será lançado o edital e terei mais informações, mas até agora é isso: comparecer na última quarta. Para quem tá pensando em fazer o mesmo, cada cidade tem uma organização diferente, então o melhor é comparecer ao juizado com um documento! A orientação sexual, dizem, não deverá interferir no processo sob hipótese alguma, bem como a união homoafetiva. Mas isso nós veremos... Aguardem mais notícias.
A adoção não foi uma ideia que surgiu agora, por conta da IA que não deu certo. Na verdade esse sempre foi meu grande sonho, compartilhado com igual intensidade pela Cah. Eu falo que desejo adotar uma criança desde que me entendo por gente, desde antes de saber da minha sexualidade. É algo inexplicável, forte demais, como se eu tivesse essa missão a cumprir.
Apenas colocamos a adoção em segundo plano porque sabemos que é mais difícil adotar um bebê. Assim, se tivéssemos nosso baby biológico primeiro, não teríamos essa ansiedade em ter um neném no colo - além do que, teríamos mais experiência para poder adotar uma criança com X idade. Mas se tem algo que a vida anda nos ensinando é que devemos ter o coração sempre aberto a qualquer momento, não adianta determinar todos os passos. Portanto vamos entrar na fila da adoção, mas sem desistir de tentar uma nova IA.
O amanhã é quem irá nos revelar como será nossa família.
Uma pena foi descobrir que eles fazem uma reunião mensal no final de cada mês. Ou seja, para se inscrever agora só na última quarta-feira de outubro. Em breve será lançado o edital e terei mais informações, mas até agora é isso: comparecer na última quarta. Para quem tá pensando em fazer o mesmo, cada cidade tem uma organização diferente, então o melhor é comparecer ao juizado com um documento! A orientação sexual, dizem, não deverá interferir no processo sob hipótese alguma, bem como a união homoafetiva. Mas isso nós veremos... Aguardem mais notícias.
A adoção não foi uma ideia que surgiu agora, por conta da IA que não deu certo. Na verdade esse sempre foi meu grande sonho, compartilhado com igual intensidade pela Cah. Eu falo que desejo adotar uma criança desde que me entendo por gente, desde antes de saber da minha sexualidade. É algo inexplicável, forte demais, como se eu tivesse essa missão a cumprir.
Apenas colocamos a adoção em segundo plano porque sabemos que é mais difícil adotar um bebê. Assim, se tivéssemos nosso baby biológico primeiro, não teríamos essa ansiedade em ter um neném no colo - além do que, teríamos mais experiência para poder adotar uma criança com X idade. Mas se tem algo que a vida anda nos ensinando é que devemos ter o coração sempre aberto a qualquer momento, não adianta determinar todos os passos. Portanto vamos entrar na fila da adoção, mas sem desistir de tentar uma nova IA.
O amanhã é quem irá nos revelar como será nossa família.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Novo Beta?!?!
Pois é. Tive que fazer um novo beta.
Mas não fizemos uma nova IA. Estou com uma alteração hormonal. E, de acordo com o médico, para fazer qualquer diagnóstico, ele precisava de alguns exames e entre eles o Beta.
Ok, nós sabemos que não estamos grávidas, mas um novo exame sempre mexe com nosso coração.
Fomos, fizemos e mandamos os resultados para o médico.
Claro que deu negativo, pois sabemos que ainda não foi desta vez, mas isso nos fez pensar em tudo o que aconteceu desde que decidimos, em novembro do ano passado, nos prepararmos para a IA.
Todos os sonhos e planos. Todas as mudanças por dentro e por fora em nossas vidas. E percebemos que este sonho nos impulsionou e melhorar em muitas coisas.
A Vi parou de fumar, virou vegetariana, acreditou e investiu mais na empresa e fez ela crescer.
Eu melhorei minha alimentação (admito que não consigo recusar um churrasquinho), tenho controlado o sal e o estresse no trabalho (minha pressão sobe fácil), e estou caminhando e fazendo algumas atividades para mandar o sedentarismo para longe.
Nós estamos comprando nossa tão sonhada casinha (e ela é lindinha demais), estamos tentando nos tornar mais sociáveis (se deixar a gente entra num casulo) e participando de um grupo que luta pelos direitos das lés.
Pois é meu bebezinho, só a ideia de ter você em nossas vidas já nos faz querer melhorar cada vez mais.
Quem sabe seu irmãozinho não vem antes???
Vamos mês que vem na vara da infância e juventude buscar informação sobra adoção. Eu e a Vi sempre sonhamos em adotar também.
Mas não fizemos uma nova IA. Estou com uma alteração hormonal. E, de acordo com o médico, para fazer qualquer diagnóstico, ele precisava de alguns exames e entre eles o Beta.
Ok, nós sabemos que não estamos grávidas, mas um novo exame sempre mexe com nosso coração.
Fomos, fizemos e mandamos os resultados para o médico.
Claro que deu negativo, pois sabemos que ainda não foi desta vez, mas isso nos fez pensar em tudo o que aconteceu desde que decidimos, em novembro do ano passado, nos prepararmos para a IA.
Todos os sonhos e planos. Todas as mudanças por dentro e por fora em nossas vidas. E percebemos que este sonho nos impulsionou e melhorar em muitas coisas.
A Vi parou de fumar, virou vegetariana, acreditou e investiu mais na empresa e fez ela crescer.
Eu melhorei minha alimentação (admito que não consigo recusar um churrasquinho), tenho controlado o sal e o estresse no trabalho (minha pressão sobe fácil), e estou caminhando e fazendo algumas atividades para mandar o sedentarismo para longe.
Nós estamos comprando nossa tão sonhada casinha (e ela é lindinha demais), estamos tentando nos tornar mais sociáveis (se deixar a gente entra num casulo) e participando de um grupo que luta pelos direitos das lés.
Pois é meu bebezinho, só a ideia de ter você em nossas vidas já nos faz querer melhorar cada vez mais.
Quem sabe seu irmãozinho não vem antes???
Vamos mês que vem na vara da infância e juventude buscar informação sobra adoção. Eu e a Vi sempre sonhamos em adotar também.
Deus sabe o momento certo para tudo, então confio que tudo vai acontecer na hora certa.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Angel...
Uma coincidência cor-de-rosa me fez acreditar que já era hora de voltar a escrever por aqui. Esse tempo todo distante não teve uma razão tão drástica. Na realidade, como não tínhamos muito o que dizer, fomos deixando um pouco de lado, ocupando o tempo com o corre-corre de sempre... logo o blog ficou tão abandonado que deu a impressão de que o retorno teria que ser algo digno. E de fato é.
Hoje acordei animada, sonhei que tivemos uma linda menininha. Mas antes mesmo de comentar com a Cah, ela mesma lançou: "amor, hoje sonhei com o nosso bebê, e era uma menina!". Saímos de casa um tiquinho mais felizes, coisa que se esvaiu em alguns segundos, quando recebemos a notícia de que nossa grande amiga, a primeira, deixou esse mundo.
Eu até quis me agarrar às crenças, encontrar um consolo em algumas frases feitas. Ela era a prometida madrinha do nosso filho, sonhou conosco, pesquisou temas de quartos de bebê, acompanhou todos os passos e esperou ansiosa a nova tentativa. Cada texto escrito aqui foi acompanhado por aquele par de olhos doces e iluminados, cada notícia foi dividida, comemorada e consolada.
Angelita, nossa Angel, vai deixar saudade imensa. E como sabemos que tristeza era algo que não existia no seu vocabulário, tomamos esse último exemplo de vida com pelo menos uma certeza: a danada deu um jeito de conhecer o afilhadinho dela antes da gente. É... não é à toa que recebeu nome de anjo.
Hoje acordei animada, sonhei que tivemos uma linda menininha. Mas antes mesmo de comentar com a Cah, ela mesma lançou: "amor, hoje sonhei com o nosso bebê, e era uma menina!". Saímos de casa um tiquinho mais felizes, coisa que se esvaiu em alguns segundos, quando recebemos a notícia de que nossa grande amiga, a primeira, deixou esse mundo.
Eu até quis me agarrar às crenças, encontrar um consolo em algumas frases feitas. Ela era a prometida madrinha do nosso filho, sonhou conosco, pesquisou temas de quartos de bebê, acompanhou todos os passos e esperou ansiosa a nova tentativa. Cada texto escrito aqui foi acompanhado por aquele par de olhos doces e iluminados, cada notícia foi dividida, comemorada e consolada.
Angelita, nossa Angel, vai deixar saudade imensa. E como sabemos que tristeza era algo que não existia no seu vocabulário, tomamos esse último exemplo de vida com pelo menos uma certeza: a danada deu um jeito de conhecer o afilhadinho dela antes da gente. É... não é à toa que recebeu nome de anjo.
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Difícil de engolir
Por mais que a gente se prepare emocionalmente, racionalmente, espiritualmente... sempre há uma expectativa imensa ao apostarmos todas as nossas fichas nessa história que pode começar com um encontro microscópico dentro do nosso corpo.
É por isso que nos carregamos de otimismo desde o início, não ignorando as estatísticas mas querendo muito desacreditá-las. Isso até chegar o veredito: o Beta Negativo.
Ele chegou hoje, atordoado no meu horário de trabalho, bloqueando meu raciocínio e noção de prazos. Mas chegou. O resultado tão aguardado veio sem graça, infeliz e chato com suas dosagens baixas dizendo "não meninas, vocês não estão grávidas". Ruim?? Muito. Desanimador?? E como! Mas somos adultas, então nada de bater a porta e se trancar no quarto. Vamos encarar e logo teremos esperança novamente.
Ah, se eu não escrever isso vou ter que aguentar uma sapa no msn depois: a menstruação da Cah está atrasada dois dias, coisa raríssima pois acompanhamos o ciclo dela desde o ano passado e NUNCA atrasou. Tem gente por aí ainda esperançosa, eu prefiro me manter mais sóbria por enquanto. Mas...realmente se a dita cuja não vier vamos fazer o teste de novo.
Meninas, obrigada por toda essa corrente positiva, logo logo volto aqui mais animada para falar sobre as próximas experiências da caça ao pote de ouro.
É por isso que nos carregamos de otimismo desde o início, não ignorando as estatísticas mas querendo muito desacreditá-las. Isso até chegar o veredito: o Beta Negativo.
Ele chegou hoje, atordoado no meu horário de trabalho, bloqueando meu raciocínio e noção de prazos. Mas chegou. O resultado tão aguardado veio sem graça, infeliz e chato com suas dosagens baixas dizendo "não meninas, vocês não estão grávidas". Ruim?? Muito. Desanimador?? E como! Mas somos adultas, então nada de bater a porta e se trancar no quarto. Vamos encarar e logo teremos esperança novamente.
Ah, se eu não escrever isso vou ter que aguentar uma sapa no msn depois: a menstruação da Cah está atrasada dois dias, coisa raríssima pois acompanhamos o ciclo dela desde o ano passado e NUNCA atrasou. Tem gente por aí ainda esperançosa, eu prefiro me manter mais sóbria por enquanto. Mas...realmente se a dita cuja não vier vamos fazer o teste de novo.
Meninas, obrigada por toda essa corrente positiva, logo logo volto aqui mais animada para falar sobre as próximas experiências da caça ao pote de ouro.
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