sexta-feira, 25 de maio de 2012

Dia Nacional da Adoção e seus clichês

Com a esposa em casa eu fico meio fora do ar, trabalho até mais tarde, acordo mais tarde, uma bagunça. Hoje escorreguei pra fora da cama só lá pelas 8h e pouco, em tempo de ligar a TV e acompanhar a matéria sobre o Dia Nacional da Adoção - que no caso é hoje.

Eu sempre assisto e leio essas reportagens, mas confesso que o discurso mergulhado em clichês me entedia. Toda vez é a mesma ladainha, as crianças se acumulam nos abrigos, os adotantes se acumulam na fila e a culpa é sempre do perfil. É bem verdade que as pessoas continuam querendo sim crianças menores, insistem em fazer distinção de etnias, não querem ter problemas com doenças, etc. Mas convenhamos, estamos fartos de saber que a MAIOR responsável por essa situação lamentável é a nossa querida justiça cega, manca, surda e autista.

Para "comemorar" o dia da adoção, eu deixo aqui o link de uma matéria que eu fiz para a Revista Contato (aquela que comentei aqui) do Conselho Regional de Psicologia do Paraná, onde trabalho. Lá eu falo sobre a espera, sobre o papel do Psicólogo e sua relevância no processo, blá blá blá. Então, a quem interessar possa: http://www.crppr.org.br/revista/contato.php?edicao=81

3 comentários:

  1. Oi Vivian!

    Eu te li pouco mas sabe que já fui com sua cara, ou melhor, com suas letras...rs...

    Muita coisa é clichezíssima mesmo. Por exemplo, eu já vi criança recém nascida mofando em abrigo, com fila de casal iludido na porta esperando ambos processo judicial andar.

    Já vi juiz insistir infinitamente com família que não quer a criança, senão tinha cuidado dela, e que talvez uma tia até "pegue pra criar" mas nunca será tão amada quanto seria num lar que está preparado para recebê-la como uma peça que falta num quebra cabeças e não como um peso a mais.

    Mas acho que também estou sendo clichê falando disso, né? rs

    Quanto ao perfil pretendido pelo casal, uma vez li no site do próprio TJ de Goiás que adoção não é programa de governo, não se pode ficar na expectativa que os pais adotivos resolvam o problema dos abrigos lotados. Eu penso que é crueldade excluir a criança por um ano ou dois a mais, mas cada casal sabe o tamanho do seu sonho, né?

    Enfim, vou ler a matéria que você indicou.

    Beijos.

    Clau

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  2. Vou lá ler sua matéria Vivian, um beijão, Juliana

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  3. Eu li este post e a matéria no dia que vc postou, mas a correria não permitiu que eu comentasse...

    Eu te acompanhei no período em que vc estava escrevendo esta matéria!!!

    É muitoo facil para eles jogar a culpa dos abrigos lotados em nós, pretendentes...Confesso que antes de pensar em adoção e me aprofundar no assunto eu imaginava que era isto mesmo...Q a maioria dos casais "escolhiam" seus filhos, mas a realidade não é bem assim não...tem muuuitos casais abertos para adotar um filho, não O filho...Claro, que deve ter sim os que escolhem, escolhem...

    Ta faltando é agente, pretendentes, nos unirmos e colocar a boca no trmabone, contar a real!!!

    Eu mesma, semana passada fez 7 meses que eu dei entrada no meu processo, e ele nem saiu da metade, quer dizer, o meu perfil é mais que amplo, e mesmo assim não consigo nem chegar na fila...

    E ai,a culpa é minha???

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